quarta-feira, setembro 22, 2010

Vale a pena partilhar ...


By Pedro Ribeiro Rádio comercial.

13 de Setembro de 2010

O dia em que aprendi o que é estar morto.

Hoje, estive morto. Senti que toda a vida se escapava pelo ar que, aflito e a custo, respirava, enquanto as lágrimas eram gritadas, louco no carro, os olhos à procura, à procura, à procura.
Morri, ali.
A minha filha deveria sair da Escola de Santo António, na Parede, apanhar uma carrinha do ATL e eu ia buscá-la.
O que é que aconteceu? O cartão da escola, que supostamente controla as entradas e saídas dos alunos, valeu zero. Ela saiu, porque viu uma carrinha de ATL e entrou. Era o ATL errado. Ninguém lhe perguntou o nome, não houve uma chamada, nada. Ela entrou com uma colega e só após duas horas de aflição indizível, comigo à procura dela por todo o lado, é que o telefone tocou. De um "After School", a perguntar se eu era o pai de uma Mafalda Ribeiro, que eles tinham, aflita, a pedir para ligarem ao pai. Aliás foi ela que falou: "papá?"
Durante duas horas, morri. Percorri ruas de possíveis percursos, olhei para todas as sombras, parques infantis, supermercados, escola antiga, liguei para os pais de colegas dela, todos os absurdos e horrores passaram pela minha cabeça, chamei o seu nome, entre choro, em ruas e em todos os recantos da escola. Nada. Evaporou-se. Horrível. Uma tristeza, uma aflição, um horror que nunca mais vou esquecer. E quando o telefone tocou e era ela, aquela voz doce da minha princesa, minha vida, meu ar, meu sopro de vida, eu soube o que era renascer. E desfiz-me em lágrimas de novo, e dali até ao tal After School, que teve a minha filha à sua guarda por engano, até ela pedir para ligarem ao pai, levei um segundo e levei toda a vida. Obrigado meu Deus, obrigado! Estacionei às tês pancadas, voei em passo trocado de nervos, pela rua fora, Mafaldinha, Mafaldinha, Mafaldinha, cego de amor aflito, só há descanso e vida quando a abraçar e estiver tudo bem.
Quando a abracei, e ela, agarrada a mim, me disse, apenas: "Olá Papá" eu soube que tinha renascido. E ela também, coitadinha.
Como cartão de visita da nova escola, estou esclarecido. Tantas referências boas e afinal é isto: no primeiro dia, por maioria de razão, deveria existir um ainda mais rigoroso controlo de entradas e saídas, mas quando cheguei o portão estava escancarado, como deveria estar quando a Mafalda viu uma carrinha do ATL a chegar, estava na hora e ela saiu da escola e entrou na carrinha. Ninguém perguntou nada, ninguém fez nada.
E um ATL mete um grupo de crianças numa carrinha, não pergunta nomes, não verifica nada e só ao fim de duas horas é que, perante a aflição de uma criança de 10 anos a pedir para ligarem ao pai é que se acaba com este horror?
Quando penso na forma como desaparecem crianças, para sempre, todos os dias, penso que esses pais e filhos terão sentido isto, e muitos, mesmo sobrevivendo, morreram para sempre.
Eu tive a sorte de poder renascer.
E sei que, a partir de hoje, ganhei uma nova causa: fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para uma Escola responsável, atenta, segura, onde os nossos filhos aprendem e podemos, enquanto pais, estar descansados.
Quando depois desta tarde de horror, fui buscar o pequeno Gonçalo ao colégio e ele me disse, comprometido, "Papá, parti os óculos a jogar à bola" eu disse para mim: que importância é que isso tem? Nenhuma, realmente, não tem nenhuma importância.
Não podia dizer-lhe que o pai hoje tinha aprendido o que é morrer, e tinha tido a bênção de poder nascer de novo.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Tem mesmo que ser ...



Tenho passado grande parte do meu tempo disponível a escolher este tipo de tarecos ...

segunda-feira, setembro 06, 2010

e há mais...

novo corte de cabelo ... dos meus cabelos pelo meio das costas, para ... pelo ombro todo escaladinho, mui bien!

Novo look!

Para breve...


... mudança de casa

... mudança de instalações na empresa

... carro novo

sexta-feira, agosto 06, 2010

Work bye bye



Logo saio da empresa e só volto no dia ... 30 de Agosto ...

Quem diria, pela primeira vez 3 semanas de férias seguidas ... o que o meu R faz de mim ... ;)))

quinta-feira, julho 29, 2010

Imagens que ficam



Porque as vejo todos os dias, não as esqueço, por elas sinto um misto de coisas que não me apetece descrever ...
Já lá estão antes das 9 da manhã à espera do primeiro que pare para negociar com elas ... negoceiam, e desaparecem por instantes ... e assim passam o dia, os dias, os meses, os anos, por vezes aparecem-lhes barriga, desaparecem, depois continuam lá, à espera do próximo que pára ... e é esta a sua vida ...

Há 5 anos que trabalho numa das cidades mais bonitas do nosso país, é verdade apesar de parecer incongruência, a 50 kms de casa, mas como a empresa fica na zona industrial cujo acesso é através de uma via rápida, todos os dias vejo isto, todos ... e custa...!

quarta-feira, julho 21, 2010

Work work



Obrigação... a quanto obrigas...

Depois de uma semana de sol e mar na companhia dos meus amores, cá estou, de volta à labuta do dia-a-dia...

O nosso novo ninho está a andar sobre rodas e parece que as mudanças serão antes do esperado... só eu para ter uma obra que acaba antes do previsto, boa hein? Mas ainda estou para ver se as boas perspetivas se confirmam.
Vontade não falta ... só de pensar no meu pátio novo e no meu jardim fico com um sorriso de orelha a orelha ;)))))
Até já lá vejo o R atrás das suas bolitas... ;)))

sexta-feira, julho 02, 2010

R...


Ontem à noite estava sozinha com o R à espera que o papá chegasse do trabalho (excepcionalmente tarde) e lembrei-me de sentar o R ao meu lado no sofá abraçadinhos.
Normalmente não pára lá mais de 2 segundos, e não, nem com pandas nem babys tvs... mas ontem, o meu R ficou lá encostadinho no meu abraço ... e foi-se encostando à mamã até ficar com a cabeça deitada nas minhas pernas e adormecer ... e se isto não é felicidade o que será?

Mamã feliz... muito!

terça-feira, junho 29, 2010

Noites...



Pesadelos assolam-me durante a noite ... ou que o R vai cair ou que se está a engasgar... grito para o socorrerem mas as pessoas em quem mais confio estão sempre distraídas e não me ouvem...

Levanto-me, olho para o R e vejo que está a dormir tranquilamente... penso S pára, sai do pesadelo, o R está bem ... Deito-me e entro novamente até o despertador tocar...!

Depois acordo e parece que levei uma tareia... bahhhhh...

segunda-feira, junho 28, 2010

Enfim ... ahhhh


Com a praia tão perto ... mas uma agenda tão ocupada ao fim-de-semana ... não tem existido espaço para ela ... mas ontem finalmente passamos lá a tarde...
R a dormir uma soneca, T idem e S a ler uma revista ...hummm... o mar com um som intenso a demonstrar a sua bravura e a embalar-nos. ... como música de fundo crianças a brincar ... e nós ... os três ... a usufruir do ambiente, de nos termos e de nos amarmos ... subitamente, R acorda, novidade, estou na praia, uau! depois da papa delicia-se no reencontro com a areia e com as múltiplas brincadeiras que encontra neste novo ambiente... olho para ele, como está crescido, a falar, a caminhar, cheio de atitude ... sempre tão doce, tão querido ... que bommmm!

Férias .... I need, I want...!

terça-feira, junho 15, 2010

Parabéns...

12 anos depois...

... cá estamos S e T com o nosso fruto, o nosso R, tão felizes, tão preenchidos, tão família, tão quentinhos...

Sou uma apaixonada, é assim que eu sou e assim me sinto 12 anos depois de termos começado a namorar, gosto de emoções fortes, de amar todos os dias, de abraços e de muitos beijos e mimos.

E... gosto de saber que hoje voltaria a escolher-te para seres minha companhia nesta encantadora viagem que é a vida...

Hein?!

Excerto de e-mail recebido ontem
"aquí lhe emvio o progeto da sinaléctrica"


E assim vai ... o bom pretoguês.

sexta-feira, junho 04, 2010

R...



Dia da criança
Dia diferente para o R na escolinha com piquenique no jardim.
Prenda para os papás: foto do R na escolinha com os coleguinhas.

Natação
No próximo domingo o R começa a ir à piscina com o papá.
O horário coincide com a hidro da mamã.
Estávamos em lista de espera e como é o único horário em que existe vaga para o R ... é o papá que vai com ele ... humpf! Pelo menos a minha hidro tem vista para a piscininha dos bebés ;))))))))

Conquistas
São tantas ... tantas ... diárias, constantes, deliciosas, deixam o meu coração tão quentinho...
Os passinhos que começam a ser dados com mais confiança, as palavras novas, as brincadeiras, a criatividade, a interacção, as descobertas rápidas, a capacidade de aprendizagem, a autonomia (não ... meu!), a boa disposição que impera sempre...
O meu R é um menino tão meigo, bem-disposto mas ao mesmo tempo gosta tanto de malandrice, é mesmo o filho que eu desejaria ter... enfim, come bem, dorme bem (se bem que aa duas últimas noites assimassim) ... uma maravilha... sou uma Mãe muito feliz.

quinta-feira, maio 27, 2010

Hidroginástica



Eu aderi ... e fiquem sabendo que estou a gostar!

quarta-feira, maio 26, 2010

Tenossinovite de Quervain

Caso alguém saiba algo sobre este assunto agradeço que partilhe comigo.

sexta-feira, maio 21, 2010

A sandaloca


em andamento e tudo!

E att que o verniz era o novo azul da Andreia exactamente da mesma cor!

Mamã na festa do R...

quinta-feira, maio 20, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

Coisas que me chateiam


Chegar ao carro de manhã e perceber que não tenho gasóleo para fazer os habituais 50 kms matinais... irrita-me meter gasóleo de manhã, é logo motivo para chegar atrasada, ainda mais quando a sra da bomba se lembrar de ir tirar cafés em vez que receber os pagamentos no caixa... arggg... eu sei que as pessoas tb têm direito ao seu café ...
E os papéis não são 100% eficazes, fico logo c/ a sensação de mãos sujas, até porque se ainda perder tempo a ir pedir as luvas, ainda mais atrasada chego ... humpf!%$#

Não percebo como é que ainda ninguém inventou uma maneira de meter gasóleo pela internet... então vá, cabecinhas pensadoras ... dediquem-se!

segunda-feira, maio 17, 2010

Palavras que merecem ser publicadas

Recebi por e-mail e amei ... por isso partilho ... ainda com algumas lágrimas a espreitar ...


"Há quatro anos, faz hoje quatro anos, eu estava a arrumar roupinhas de bebé e a dar risinhos com a minha irmã. Estávamos contentes e nervosas, expectantes com este bebé que era só nosso e com quem íamos “poder brincar à vontade”.

Eu e a minha irmã tínhamos esta sensação estranha de que o bebé que eu ia ter pertencia na realidade à nossa mãe. Comentávamos isto e riamos: “Achas que a mãe nos vai deixar andar com ela ao colo o dia todo?”. Na altura, sabíamos da estranheza desta impressão, mas não compreendíamos bem o porquê. Achámos que se devia ao facto de os últimos bebés a que tínhamos tido acesso terem sido os nossos dois irmãos mais novos, esses sim, de facto, os bebés da minha mãe.

Hoje, quatro anos depois, compreendo que não era só isso. A verdade é que eu não sabia ser mãe. A minha mãe sabia. A minha mãe é uma mãe de mão cheia. E eu, inconscientemente, achava que por isso, ela seria a melhor pessoa para ser a mãe do meu bebé.
Eu dizia “a minha filha” e olhava em volta, a tentar perceber se mais alguém achava aquela frase tão estranha como eu. Em segredo dizia-te "és o meu brinquedo". E mais baixinho, "desculpa, eu não sei bem o que estou a fazer".

Não foi automático, nem fácil, nem rápido. Foi trabalhoso e desafiante, como costumam ser as grandes aprendizagens da vida. Foi o que tinha que ser. Tu aprendias a viver neste mundo, eu aprendia a ser a tua mãe. Todos os dias coleccionámos uma nova lição. Até não haver dúvidas e estarmos as duas adaptadas. Mãe e filha.

Gosto de ir avaliando a minha prestação. Faço-o de uma maneira científica e rigorosa.
E então às vezes pergunto-te:

“Gostas da mãe ou queres ir buscar outra ao supermercado?”

(Umas vezes dizes logo Gosto desta, outras gozas-me descaradamente. “Gostava mais de ter outra” e acrescentas alguém que sabes que me vai fazer ciúmes, muitas vezes a avó, mãe do pai. Também já disseste que gostavas de ter dois pais. Eu rio-me e tu também. Sabemos que não tens alternativas. Mãe é mãe. Que se há-de fazer?)


Amanhã fazes quatro anos e eu tento lembrar-me como é o mundo quando temos quatro anos. E ocorre-me que crescer não é mais do que o esticar dos ossos aliado a algum cansaço trazido pelos anos. Não é muito mais do que isso, sabes. Para mim não tem sido.
Eu estou na mesma para aí desde os meus 18 anos. Não mudei muito, sou talvez mais paciente, mais tolerante. Sei mais coisas, descobri mais caminhos. Mas na essência, estou igual. E por isso, te digo: não esperes que os anos te tragam respostas. Confia que aquilo que hoje te parece evidente provavelmente é porque é mesmo.

Um dia vou mostrar-te este texto. Mas só quando fores crescida, se calhar mesmo à beira de teres os teus próprios bebés. E nesse dia vais perceber que ninguém sabe realmente o que fazer. Fingimos, isso sim. E ao fazê-lo aprendemos.
Há coisas que eu faço porque tem que ser, porque é o que é suposto uma mãe fazer. Às vezes consigo aparentar convicção, outras nem por isso.

E aqui te conto alguns segredos.
Eu e o pai, quando vamos às reuniões na tua escola, sentimos sempre que os pais dos outros meninos são amigos dos nossos próprios pais e não pessoas da nossa idade.
E eu, quando falo com a tua educadora, acho sempre que ela me vai mandar vestir o bibe e sentar-me ao pé de ti e dos teus amigos no tapete.

Lembras-te quando pintaste as paredes do corredor a caneta? Fiz uma cara zangada, mas deram-me vontade de rir aqueles rabiscos a menos de um metro do chão pela parede fora.

Outra: Quando eu insisto para comeres a sopa, é mais por uma questão de princípio. Não quero que sejas uma miúda “esquisitinha”. Mas sabes, na maioria das vezes, até nem havia problema se não comesses. Há coisas que eu também não gosto, ou que só aprendi a gostar mais tarde.

Ah. E eu não me importo se não tiveres sempre boas notas.

E acho que quando entrares na escola não devias ter trabalhos de casa.
Eu prefiro que tu tenhas vontade de brincar do que sejas a melhor da turma. Aliás, não precisas de ser a melhor em nada.Se um dia fores a melhor (seja no jogo do elástico ou se ganhares o Nobel da Química) que seja porque o percurso para lá chegar te deu gozo e felicidade e não porque meteste na cabeça simplesmente que tinhas que ser a melhor.

Também não precisas de um dia ter um cargo muito importante. Basta teres um trabalho que te faça feliz e te permita obteres as coisas que são verdadeiramente importantes para ti. Preocupa-te com essas, deixa as outras.
O tempo é mais importante que o dinheiro. A liberdade é carregarmos pouca bagagem. Não stresses, ignora o ritmo do mundo e vive segundo o teu próprio ritmo.
Vais estar muitas vezes rodeada de pessoas chatas. Uma dica: Mantém a tua imaginação fértil e a tua criatividade apurada. São o botão turbo para accionar em caso de emergência: O teu corpo fica, mas a tua cabeça já está a passear. Abana a cabeça com ar afirmativo e diz “Pois” ou “ahã” de vez em quando. Ninguém vai reparar que não estás a prestar atenção nenhuma.

Eu gostava que me respeitasses sempre mas que não tivesses medo de mim. Eu sei que quando fores adolescente vai haver alturas em que terei que te ameaçar com mil castigos e tu me vais desafiar constantemente. Às vezes já o fazes. Mas olha, se um dia estiveres mesmo enrascada, vem pedir-me ajuda. Que eu seja o teu primeiro telefonema. Sempre.
Aconteça o que acontecer, eu estou aqui para te ajudar.
E mantém-te fiel aos teus princípios. Em tudo o que fizeres deves ser honesta, trabalhadora e justa. Educada. Ciente da liberdade dos outros. Tolerante. Boa. Generosa. Feliz.
Tudo o resto são pormenores.

E, olha, dou-te estes conselhos, porque sim.
Porque as coisas que a minha mãe me ensinou ficaram para sempre na minha cabeça.
Mas eu sei que a decisão será sempre tua. Não posso viver por ti.

Eu sou tua, mas tu não és minha. Tu és do mundo.

E, aos quatro anos, o mundo é teu.

Parabéns, meu coração."

quarta-feira, maio 12, 2010

Baba de caracol



Eu cá já aderi e estou a adorar!